Tensão no Oriente Médio: Israel autoriza avanço terrestre e tropas ocupam novas posições no Líbano
JERUSALÉM – Na manhã desta terça-feira (03), o governo de Israel oficializou o início de uma nova fase de operações militares na fronteira com o Líbano. O ministro da Defesa, Israel Katz, confirmou ter dado sinal verde para que as Forças de Defesa de Israel (FDI) avancem em território estrangeiro com o objetivo de assumir o controle de pontos estratégicos no país vizinho.
Em comunicado oficial, Katz destacou que a decisão foi tomada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Autorizamos as FDI a progredir e tomar posições dominantes adicionais no Líbano. A medida é necessária para garantir a segurança das comunidades israelenses na fronteira e impedir ataques inimigos”, declarou o ministro.
Recuo libanês e mobilização de reservistas
De acordo com informações da agência Reuters, o Exército do Líbano já teria desocupado ao menos sete postos avançados na região de fronteira diante da pressão militar. A movimentação ocorre após uma semana de intenso reforço logístico por parte de Israel, que deslocou tropas e armamentos pesados para o norte, sinalizando uma incursão terrestre iminente contra o grupo Hezbollah.
Desde o último sábado, o governo israelense convocou cerca de 100 mil reservistas para apoiar as operações. Enquanto isso, o governo do Líbano confirmou a retirada de suas forças de segurança de diversas áreas localizadas ao sul do país.
Fim da trégua e retaliação iraniana
O atual cenário marca o colapso definitivo do cessar-fogo estabelecido em outubro de 2024. A trégua foi interrompida no último domingo (1º), quando o Hezbollah lançou uma ofensiva de mísseis contra o território israelense. O ataque foi descrito pelo grupo como uma retaliação à morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, ocorrida durante bombardeios no final de fevereiro.
Como resposta, Israel intensificou ataques aéreos severos no sul do Líbano e em Beirute. Nas redes sociais, as FDI reforçaram o tom de confronto:
“O Hezbollah optou por atacar Israel sob comando do regime iraniano e agora sofrerá as consequências de suas escolhas.”
Contexto regional e envolvimento dos EUA
A escalada integra um conflito maior no Oriente Médio, que ganhou proporções globais no último sábado (28), após operações militares em solo iraniano que resultaram na morte de Khamenei e de alta cúpula militar de Teerã.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump comentou a situação na segunda-feira (02), indicando que, embora a expectativa inicial seja de um conflito de “quatro ou cinco semanas”, as forças americanas estão de prontidão para um período mais extenso. Em caráter de urgência, o Departamento de Estado americano emitiu um alerta para que cidadãos dos EUA deixem imediatamente 14 países da região, incluindo Líbano, Arábia Saudita e Egito
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