Filmes feitos fora do EUA, sofrerão tarifa de 100%, anuncia Trump
Proposta de Tarifa para Filmes Estrangeiros e Crítica ao Governador da Califórnia
Na última segunda-feira, 29 de setembro de 2025, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (do Partido Republicano), anunciou em sua conta na rede social Truth Social a intenção de aplicar uma tarifa de 100% sobre as produções cinematográficas realizadas fora do território americano.
Segundo Trump, a indústria de cinema dos EUA estaria sendo “espoliada” por nações estrangeiras. Ele alegou que essa situação tem prejudicado de forma notável o estado da Califórnia. Além disso, o republicano dirigiu críticas a Gavin Newsom (Partido Democrata), o atual governador da Califórnia, descrevendo-o como “fraco e incompetente”.
O ex-presidente comparou o prejuízo a “roubar doce de uma criança” e declarou que a medida proposta visa solucionar um “problema de longa data e sem fim”.
“Nosso negócio de produção de filmes foi roubado dos Estados Unidos da América por outros países, como roubar ‘doce de uma criança’. A Califórnia, com seu governador fraco e incompetente, foi particularmente atingida!”, ele escreveu.
“Portanto, para resolver esse problema antigo e interminável, estarei impondo uma tarifa de 100% sobre todos e quaisquer filmes feitos fora dos Estados Unidos. Obrigado pela atenção a este assunto”, acrescentou.
O setor de entretenimento, centrado em Hollywood, é tradicionalmente reconhecido como uma das principais fontes de influência econômica e cultural dos EUA. Ele movimenta centenas de bilhões de dólares anualmente, com grande peso no mercado mundial. Contudo, a produção e audiência de nações como China, Índia e Coreia do Sul têm se expandido nos últimos anos, intensificando a concorrência.

Contexto Protecionista e Possíveis Consequências
Desde que reassumiu o cargo em janeiro de 2025, Trump tem anunciado uma série de políticas de proteção comercial em diversos segmentos. Isso inclui a imposição de taxas extras sobre mercadorias chinesas, veículos elétricos europeus e até gêneros alimentícios importados. O propósito declarado dessas ações é estimular a produção nacional e diminuir a dependência de fornecedores externos.
A ideia de impor barreiras ao cinema é um aprofundamento dessa estratégia, impactando diretamente uma indústria que possui grande relevância cultural e política, além do impacto financeiro. Se essa medida for implementada, ela poderá gerar tensões comerciais com nações parceiras e abrir caminho para retaliações, especialmente da União Europeia e de países asiáticos que têm fortalecido suas produções recentemente.
Para o Brasil, essa decisão pode ter um impacto indireto na exibição de seus filmes no mercado americano. As produções brasileiras, que já encontram obstáculos para entrar em grandes circuitos internacionais, poderiam ter sua competitividade ainda mais reduzida.
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