Trump deixou Maduro decidir como quer deixar a Venezuela
O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um prazo final ao líder venezuelano, Nicolás Maduro, exigindo que ele e sua família abandonassem a Venezuela e se dirigissem a um local de sua escolha até a última sexta-feira, dia 28. A agência de notícias Reuters foi a responsável por obter essa informação.
Essa revelação ocorre em um período de escalada de tensões entre as duas nações, com os EUA intensificando sua mobilização militar na região do Caribe.
Supostamente, a oferta foi apresentada por Trump durante um telefonema com Maduro. O líder venezuelano teria pedido perdão (anistia) para seus parentes e membros de seu governo, além da retirada de acusações do Tribunal Penal Internacional, pedidos estes que o presidente americano rejeitou.
O descumprimento do limite imposto por Trump teria levado à sua declaração em mídias sociais de que o espaço aéreo sobre e nos arredores da Venezuela passaria a ser visto como “totalmente inacessível“.
Diálogos Secretos e Ofertas de Asilo
Os dados veiculados pela Reuters são corroborados pelas declarações do senador republicano Markwayne Mullen, que assegurou que os EUA disponibilizaram a Maduro a chance de se exilar na Rússia ou em outra nação.
A situação tem se desenrolado majoritariamente em segredo, com poucas manifestações oficiais e públicas sobre o tema. Trump confirmou o contato telefônico com Maduro durante uma conversa com repórteres a bordo do avião presidencial (Air Force One) no domingo, mas não compartilhou o teor da discussão.
Uma fonte em Washington com conhecimento das deliberações internas da administração Trump não descartou a possibilidade de uma resolução negociada para a saída de Maduro, mas salientou que ainda existem divergências substanciais e que pontos cruciais permanecem sem definição.
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