Trump defende Bolsonaro e acusa Brasil de “perseguição política”; tensão judicial internacional se intensifica
Washington, 7 de agosto de 2024 – O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump usou sua plataforma digital, Truth Social, nesta segunda-feira para atacar as autoridades brasileiras, acusando-as de conduzir uma campanha de perseguição contra Jair Bolsonaro. O republicano classificou as ações judiciais contra o ex-mandatário como “injustas” e comparou o caso a uma “caça às bruxas”.
Críticas à Justiça brasileira
Em um post inflamado, Trump afirmou que Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusações de tentativa de golpe, está sendo alvo de uma “investigação sem fim”. “O Brasil está cometendo um erro terrível ao tratar Bolsonaro dessa forma”, escreveu. “Ele lutou pelo povo e agora é perseguido dia e noite, enquanto Lula venceu uma eleição apertada e as pesquisas mostram Bolsonaro à frente para 2026.”
O ex-presidente norte-americano ainda sugeriu que o processo judicial seria uma tentativa de eliminar um adversário político, ecoando retórica semelhante à que ele próprio utilizou durante seus embates judiciais nos EUA. “O único julgamento que importa é o das urnas. Deixem Bolsonaro em paz”, declarou.
Repercussão internacional e ações legais
A defesa de Trump a Bolsonaro não é isolada. Nos últimos meses, aliados do republicano têm ampliado pressões contra o Brasil, especialmente contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso Bolsonaro. Empresas ligadas a Trump, como a Trump Media, e a plataforma Rumble entraram com ações na Justiça dos EUA contra Moraes, acusando-o de censura e abuso de poder.
Além disso, o senador Marco Rubio (republicano) ameaçou incluir o ministro na lista da Lei Global Magnitsky, mecanismo que permite sanções a autoridades estrangeiras por supostas violações de direitos humanos. O movimento ocorre após decisões polêmicas do STF, como a suspensão temporária do X (antigo Twitter) no Brasil em 2024.
Próximos passos
O julgamento de Bolsonaro no STF deve ocorrer entre agosto e setembro, após o prazo para defesas finais. Enquanto isso, a resposta de Moraes à ação judicial nos EUA é esperada em até 21 dias.
A escalada de tensões entre setores políticos brasileiros e norte-americanos coloca em xeque a relação bilateral, já abalada por divergências ideológicas. Analistas apontam que o caso pode influenciar não apenas a diplomacia, mas também o cenário eleitoral de 2026.
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