Trump substituí Cartel de los Soles por Foro de São Paulo
WASHINGTON – O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, promoveu uma mudança significativa na fundamentação das acusações contra Nicolás Maduro. Segundo informações do The New York Times, a justiça americana recuou na tese de que o líder venezuelano chefiava o chamado “Cartel de Los Soles”.
Investigadores concluíram que a organização, como entidade formal, não existe. O termo seria, na verdade, uma expressão consolidada pela imprensa local para descrever generais corruptos que utilizam seus cargos para o tráfico de drogas — uma referência às insígnias de “sóis” em seus uniformes.
De “Cartel Infiltrado” a “Engrenagem Regional”
Embora analistas sugiram que a mudança poderia suavizar a situação de Maduro, a nova perspectiva jurídica indica um cenário mais complexo e perigoso para o Palácio de Miraflores. Em vez de um governo “infiltrado” por criminosos, a nova tese sugere que o regime venezuelano é parte integrante de uma estrutura criminosa muito maior, com ramificações em toda a América Latina.
A investigação aponta que o sistema de poder envolve outros governos de esquerda na região, utilizando o crime organizado como fonte de financiamento e proteção mútua.
A Conexão Brasileira e o “Dinheiro das Drogas”
A nova narrativa detalha como o financiamento político teria migrado de fontes estatais para o narcotráfico. De acordo com o texto original:
-
Era PT (Lula/Dilma): O Brasil teria atuado como o suporte financeiro do Foro de São Paulo, utilizando recursos do BNDES em obras superfaturadas no exterior.
-
Pós-Lava Jato: Com o fim desse fluxo de capital devido às investigações no Brasil, o dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes teria passado a abastecer os mesmos canais políticos.
Essas informações ganham força com os depoimentos de Hugo Carvajal, ex-chefe de inteligência de Hugo Chávez, que colabora com a justiça americana. Suas revelações podem expor a cooperação do eixo Caracas-Brasília com potências autocráticas como China, Rússia e Irã.
Ouro na Suíça e Geopolítica Nuclear
Os EUA já possuem um mapeamento detalhado das operações financeiras de Maduro, incluindo:
-
Evasão de Sanções: Métodos usados para financiar o programa nuclear iraniano.
-
Vendas de Petróleo: Transações clandestinas com russos e chineses.
-
Contas Offshore: Uma conta na Suíça teria recebido mais de R$ 5 bilhões em ouro desviado.
A Nova Doutrina de Segurança Nacional (NSS)
A ofensiva contra Maduro é vista como um pilar da nova Estratégia de Segurança Nacional (NSS) dos Estados Unidos. Como destaca o analista Marcos Degaut, Washington está abandonando o papel de “polícia global” para se consolidar como uma potência hemisférica.
“Trata-se da mais profunda reorientação da política externa americana desde o fim da Guerra Fria”, afirma Degaut. O foco agora é o espaço geográfico vital, retomando uma lógica estratégica anterior à Segunda Guerra Mundial.
Consequências para o Continente
O objetivo central de Donald Trump é claro: expulsar a influência da China e da Rússia do “quintal” americano. Isso coloca líderes considerados “desalinhados” sob pressão direta.
-
Gustavo Petro (Colômbia): Já sofre constrangimentos diplomáticos.
-
Lula (Brasil): É visto como o próximo alvo de monitoramento ou combate político dentro desta nova lógica de segurança hemisférica.
Dada a complexidade dessa rede internacional de financiamento e influência, você gostaria que eu fizesse um resumo comparativo entre a antiga e a nova estratégia de segurança nacional dos EUA para entender melhor como isso afeta o Brasil?
Sem comentários! Seja o primeiro.