O ministro Juscelino Filho, que ganhou destaque nos últimos tempos mais por envolvimento em escândalos do que por sua atuação à frente do Ministério das Comunicações, acabou deixando o cargo. Agora, ele volta a exercer seu mandato como deputado federal pelo União Brasil, partido que sempre priorizou a participação no poder, sem grandes preocupações com alinhamento ideológico. Para agremiações desse tipo, o principal interesse está na fatia do Orçamento — ou seja, nas emendas destinadas a fortalecer bases eleitorais. Foi justamente o uso indevido desses recursos que levou Juscelino a ser alvo de uma denúncia da PGR, e agora seu caso será julgado pelo STF.
Curiosamente, o responsável por analisar o processo do político maranhense no Supremo será outro maranhense: o ministro Flávio Dino. Na verdade, não era segredo em Brasília que Dino era quem garantia a permanência de Juscelino no governo, mesmo diante das inúmeras acusações de irregularidades. Com sua saída, quem deve assumir o ministério é outro nome ligado a Dino: Pedro Lucas, também do Maranhão.
Pedro Lucas já trabalhou ao lado de Dino na gestão estadual, comandando a Agência Executiva Metropolitana, que cuidava de transporte, limpeza urbana e saneamento. Apesar da pouca idade, ele assumiu o cargo enquanto ainda era vereador em São Luís. Seu principal mentor político é Dino, embora sua família já tenha tradição na política — seu pai, Pedro Fernandes, também foi deputado.
O Ministério das Comunicações, segundo sua página oficial, é responsável por setores como telecomunicações, radiodifusão e correios. Com um orçamento de R$ 3 bilhões, a pasta administra recursos do Congresso, além da Telebras e do Fust, fundo que financia a expansão de internet no país.
Flávio Dino, agora no STF, parece manter influência sobre a pasta, como se ela ainda fosse um território sob sua influência.
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