Grandes centros urbanos na Ucrânia estão enfrentando longos períodos de falta de eletricidade, chegando a 16 horas por dia, em decorrência de um amplo e recente ataque russo direcionado à infraestrutura de energia do país.
Essa interrupção no fornecimento de eletricidade tem comprometido serviços cruciais, como aquecimento e o abastecimento de água.
Vitali Zaichenko, que preside a operadora de energia nacional Ukrenergo, informou que os danos acumulados são de alta gravidade, exigindo intervenções de reparo imediatas.
Preocupação Nuclear
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) reportou que a usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente sob domínio da Rússia, perdeu sua conexão total com a rede elétrica externa durante a noite, ainda que por um breve período. Apesar de não estar em operação, a unidade requer um fluxo contínuo de eletricidade para manter o resfriamento de seus reatores e do material nuclear.
Chuva de Mísseis e Drones
No dia 6, um sábado, a Rússia desencadeou uma agressão em larga escala, disparando dezenas de mísseis e centenas de drones contra diversas regiões ucranianas.
Essa investida coincidiu com o quinto dia de negociações entre representantes dos EUA e da Ucrânia, que, até então, não mostravam avanços concretos.
De acordo com o governo ucraniano, os ataques deixaram um saldo de pelo menos oito pessoas feridas. A área de Kiev foi um dos alvos, onde a estação de trem em Fastiv foi completamente destruída após ser atingida diretamente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ação russa como “inútil do ponto de vista militar”, algo que “os russos não poderiam desconsiderar”. As autoridades da Ucrânia contabilizaram o lançamento de 653 drones e 51 mísseis pela Rússia, sendo a maior parte deles interceptada.
Rodada de Negociações
Em paralelo aos ataques, diplomatas dos Estados Unidos e da Ucrânia estão discutindo garantias de segurança para o cenário pós-conflito.
Após dois dias de reuniões com Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança ucraniano, o enviado especial americano, Steve Witkoff, descreveu as conversas como “produtivas”.
Um comunicado conjunto informou que as partes “chegaram a um acordo sobre o arcabouço para os arranjos de segurança” e debateram as capacidades de dissuasão consideradas vitais para garantir uma paz estável.
Contudo, os próprios participantes reconhecem que qualquer passo à frente está condicionado à “disposição da Rússia em demonstrar um comprometimento sério com a paz de longo prazo”. O documento ressalta que o fim do conflito exige que Moscou implemente “medidas com vistas à desescalada e ao fim das perdas de vidas”.
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