O presidente dos Estados Unidos, o Republicano Donald Trump, divulgou na quarta-feira (8) o acerto inicial de um pacto de paz entre Israel e o Hamas. Essa etapa marca um avanço crucial na busca pelo fim do conflito na Faixa de Gaza. A formalização do trato está agendada para quinta-feira (9), e a expectativa central é a libertação de todos os reféns feitos pelo grupo em outubro de 2023.
Trump enfatizou que a retirada das tropas israelenses de Gaza também integra esta fase inaugural do acordo. Contudo, ele não forneceu detalhes sobre o calendário exato para a retirada ou a “linha de demarcação combinada” para o reposicionamento das forças de Israel.
Declarações dos Líderes
O líder da Casa Branca expressou seu contentamento na rede social Truth Social: “É com grande orgulho que comunico que Israel e o Hamas firmaram a primeira etapa do nosso Plano de Paz. Isso significa que TODOS os reféns serão em breve libertados e Israel realocará suas tropas para uma linha estabelecida, como passos iniciais rumo a uma paz robusta, duradoura e estável. Todas as partes serão tratadas de forma justa! Este é um DIA MEMORÁVEL para o Mundo Árabe e Muçulmano, Israel, todas as nações vizinhas e os Estados Unidos da América. Nossos agradecimentos vão aos mediadores Catar, Egito e Turquia, que colaboraram conosco para concretizar este Evento Histórico e Sem Precedentes. BENDITOS OS CONSTRUTORES DA PAZ!”
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud) celebrou o progresso das conversações, definindo o entendimento como “um grande dia para Israel”. Em um comunicado online, ele informou que convocaria o governo para a aprovação do acordo.
“Amanhã, vou reunir o governo para ratificar o acordo e trazer de volta para casa todos os nossos valiosos reféns. Estendo minha gratidão aos heroicos soldados das Forças de Defesa de Israel e a todos os aparatos de segurança cuja bravura e sacrifício tornaram possível a chegada a este dia. Agradeço de coração ao Presidente Trump e sua equipe pelo empenho nesta missão sagrada de resgatar nossos reféns”, declarou Netanyahu.
Por sua vez, o Hamas também teceu elogios aos esforços dos países mediadores, salientando o papel crucial de Catar, Egito e Turquia, e agradeceu a Trump pela dedicação em buscar o fim dos confrontos.
Entretanto, o grupo fez questão de reiterar que continuará a exigir o cumprimento integral dos termos acordados e garantiu que a luta pelo reconhecimento dos direitos nacionais palestinos prosseguirá até que sejam alcançadas a liberdade e a autodeterminação.
Contexto do Planejamento Maior
O acordo anunciado constitui apenas a primeira fase de uma proposta mais abrangente apresentada pelos EUA em setembro de 2025. Esse plano de longo prazo inclui a desmilitarização de Gaza, a destruição de arsenais de guerra e a formação de uma nova força de segurança palestina, que seria supervisionada por uma Força Internacional de Estabilização.
A proposta também prevê um governo transitório composto por tecnocratas palestinos, sem participação do Hamas. Contudo, a efetivação de um Estado palestino permanece em aberto: a Casa Branca exige reformas na Autoridade Palestina e na região, enquanto o governo de Netanyahu, por ora, rejeita a ideia de um Estado independente.
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