Vasco de Renato reage vira contra Fluminense
A marca registrada deste início de trabalho de Renato Gaúcho no Vasco já tem nome: postura. No último clássico contra o Fluminense, embora o desempenho tático tenha deixado a desejar, a força mental da equipe foi o diferencial para buscar uma vitória por 3 a 2 após estar perdendo por dois gols de diferença — um cenário que parecia irreversível para os padrões recentes do clube.
Um início desastroso
O roteiro começou da pior forma para o Cruz-Maltino. Com menos de um minuto de bola rolando, Hugo Moura falhou na saída de jogo, entregando a posse para Canobbio abrir o placar. O Fluminense iniciou o duelo praticamente com a vantagem no bolso e manteve o domínio até o início da etapa final, quando Hércules ampliou com um belo chute.
Durante boa parte do confronto, o meio-campo vascaíno foi amplamente dominado. Nem mesmo a estratégia de escalar três volantes foi capaz de conter a criatividade tricolor, que encontrava brechas constantes na entrada da área. O prejuízo poderia ter sido maior, mas um segundo gol de Canobbio foi anulado por impedimento de Savarino na origem do lance.
Mudanças e o fator imponderável
No intervalo, Renato Gaúcho tentou reagir ao domínio adversário promovendo a entrada de Johan Rojas na vaga de Hugo Moura, buscando maior volume ofensivo. No entanto, a equipe seguia travada e viu o rival marcar o segundo gol logo em seguida.
A reviravolta veio através do “imponderável” do futebol. Nuno Moreira, que vinha sendo alvo de críticas pela irregularidade e ainda não havia balançado as redes em 2026, aproveitou um rebote de escanteio para acertar um chute de fora da área. O gol diminuiu a vantagem e serviu como o combustível anímico necessário para a virada histórica.
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