vereador é preso na Operação Anátema; armas, veículos e dinheiro são apreendido em ação
A Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), lançou a Operação Anátema nesta quarta-feira, 24 de setembro. A ação, que mobiliza equipes durante todo o dia, se estende por quatro estados: Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.
Resultados Parciais da Operação
Até o momento, a operação já resultou no cumprimento de sete mandados de prisão temporária e na realização de três prisões em flagrante. Entre os bens apreendidos, estão:
- Cinco armas de fogo e uma arma artesanal;
- Dez carros e duas motocicletas;
- Mais de R$ 20 mil em dinheiro, além de joias, eletrônicos e diversos documentos.
Um dos principais alvos foi um posto de gasolina em Santo Estevão, considerado um instrumento para a lavagem de dinheiro. O estabelecimento, administrado por um vereador do município que foi preso durante a operação, foi fechado e multado. No local, foram apreendidos dinheiro, cheques e contratos. A Secretaria da Fazenda (Sefaz) também encontrou fortes indícios de sonegação fiscal, que serão investigados.
Esquema e Alvos Políticos
As investigações, iniciadas em 2023, revelaram uma complexa estrutura de movimentação financeira ilícita, que utilizava contas de terceiros e empresas de fachada para disfarçar recursos provenientes do tráfico de drogas. O valor movimentado pelo grupo ultrapassa os R$ 4,3 bilhões, levando o Draco a solicitar à Justiça o bloqueio dos bens dos envolvidos.
Dois vereadores estão entre os investigados. O de Santo Estevão, gestor do posto de gasolina ligado ao esquema, foi preso no local. Cerca de R$ 18 mil em espécie, cheques e contratos foram apreendidos no seu estabelecimento. Já em Jaguarari, a polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão em um imóvel de outro vereador, onde encontrou celulares e documentos. A investigação aponta que o vereador de Santo Estevão é irmão de um perigoso traficante que foi morto em confronto com a polícia em 2017.
A operação conta com a participação de mais de 170 policiais civis de diversos departamentos especializados, além do apoio da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que atuam de forma integrada com as equipes policiais.
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