Nesta terça-feira, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que é o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, revelou que há uma crescente aprovação entre os líderes partidários para colocar em votação o projeto que concede anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. O parlamentar demonstrou preocupação com essa movimentação, que visa a aprovação do perdão por parte do Estado.
As declarações de Lindbergh foram feitas logo após uma reunião com outros líderes partidários na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Brasília. De acordo com o deputado, a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em Brasília, impulsionou a articulação para que o projeto de anistia fosse incluído na pauta. A ideia seria levá-lo à votação após o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para 12 de setembro.
Líder do PT na câmara dos deputados, Lindbergh Farias, DESESPERADO com a união dos partidos para aprovação do PL da Anistia… 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣#FreeBolsonaro pic.twitter.com/PfdCwrvrRU
— Pri (@Pri_usabr1) September 2, 2025
Segundo o deputado, é um “grave erro” que o Poder Legislativo se posicione a favor dessa pauta. Ele disse que vários partidos, como o União Brasil, o PP e o Republicanos, manifestaram apoio à inclusão do projeto na pauta durante a reunião. Lindbergh ainda afirmou que Tarcísio tem conversado com diversos partidos para conquistar apoio à anistia, o que resultou em uma “mudança de tom e de intensidade no desejo de pautar” a proposta.
O parlamentar petista também sugeriu que o governador de São Paulo estaria buscando, com essa iniciativa, fortalecer sua própria candidatura à presidência da República em 2026. “Tarcísio está construindo um caminho para se tornar o candidato de todo mundo, ao assumir dessa forma essa pauta. Agora, é claro que o Tarcísio vai pagar o preço por isso”, disse Lindbergh. Ele acrescentou que o movimento do governador “consolidou a sua candidatura para presidente”.
O congressista informou que o assunto voltará a ser discutido em uma nova reunião de líderes nos próximos dias, mas ressaltou que, até o momento, não foi apresentado nenhum texto oficial do projeto.
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