7 mandados de prisão: veja quem são os alvos da Compliance Zero
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fim do segredo de Justiça sobre as investigações ligadas à prisão do pai do empresário Daniel Vorcaro. A ação faz parte da sexta etapa da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao seu entorno.
Henrique Moura Vorcaro foi detido em Minas Gerais no momento em que se preparava para viajar a Brasília, onde pretendia visitar o filho, que já se encontra custodiado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal.
O Esquema de R$ 2 Bilhões
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o proprietário do Banco Master teria utilizado contas bancárias em nome de seu pai para ocultar o montante de R$ 2 bilhões. A suspeita é de que Henrique Vorcaro tenha se beneficiado diretamente de recursos desviados da instituição financeira por meio de transações fraudulentas com fundos de investimento.
Além da captura de Henrique, a PF cumpre outros seis mandados de prisão preventiva expedidos para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Alvos de Prisão Preventiva
Abaixo, os nomes dos investigados que tiveram a prisão preventiva decretada pelo STF:
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Henrique Moura Vorcaro
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David Henrique Alves
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Victor Lima Sedlmaier
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Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos
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Manoel Mendes Rodrigues
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Anderson Wander da Silva Lima
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Sebastião Monteiro Júnior
Medidas Cautelares e Afastamento de Delegada
Para outros cinco envolvidos no caso, o ministro André Mendonça optou por aplicar restrições alternativas à prisão. Os investigados estão proibidos de deixar o país e as regiões onde moram, tendo um prazo de 24 horas para entregar seus passaportes às autoridades.
Os alvos das medidas cautelares são:
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Erlene Nonato Lacerda
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Helder Alves de Lima
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Katherine Venâncio Telles
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Valéria Vieira Pereira da Silva
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Francisco José Pereira da Silva
Entre as determinações mais severas desta ala da investigação está o afastamento imediato do cargo público da delegada da Polícia Federal, Valéria Vieira Pereira da Silva. Por ordem judicial, ela e o investigado Francisco José Pereira da Silva estão proibidos de frequentar prédios da PF e de manter qualquer tipo de comunicação com agentes ou servidores da corporação, sejam eles ativos ou aposentados.
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