O governo israelense avalia uma nova proposta do Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, após rejeitar uma versão anterior por considerá-la insuficiente. Fontes próximas às negociações indicam que a oferta mais recente, apresentada nesta quinta-feira (24), pode abrir caminho para diálogos mais concretos.
Na terça-feira (22), mediadores internacionais descartaram a primeira proposta do grupo extremista, que nem chegou a ser encaminhada oficialmente a Tel Aviv. Desta vez, segundo a Reuters, autoridades israelenses sinalizaram que o documento traz elementos viáveis para discussão. Um dos pontos centrais em debate é o futuro das operações militares israelenses no território palestino após um eventual acordo.
Do lado do Hamas, há indícios de maior flexibilidade, impulsionada pela deterioração das condições humanitárias em Gaza. Um negociador palestino, em condição de anonimato, afirmou que o grupo está ciente do “sofrimento crescente” da população e da urgência em conter a fome que devasta o enclave.
A escassez de alimentos atingiu níveis críticos após Israel suspender o envio de suprimentos em março. Embora o bloqueio tenha sido parcialmente relaxado em maio, restrições logísticas continuam a dificultar a entrada de ajuda internacional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço da desnutrição em Gaza, com pelo menos 21 crianças menores de cinco anos mortas por complicações relacionadas à fome. Em coletiva em Genebra, o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou que a entidade ficou impossibilitada de distribuir alimentos no território por quase 80 dias, entre março e maio deste ano.
“Além dos bombardeios, os 2,1 milhões de gazenses enfrentam um inimigo silencioso e letal: a fome. Doenças associadas à desnutrição estão se espalhando rapidamente”, afirmou Tedros.
Enquanto as negociações evoluem, a comunidade internacional pressiona por uma solução que freie tanto o conflito quanto a crise humanitária.
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