Governo inseriu trava inédita no Desenrola 2.0 contra apostas online
BRASÍLIA – O governo federal oficializou, neste mês de maio de 2026, o lançamento do Desenrola 2.0. A nova fase do programa de renegociação de dívidas traz uma regra rigorosa: cidadãos que aderirem ao benefício terão o CPF temporariamente restrito para o uso em plataformas de apostas online, as populares “bets”.
A medida visa interromper o ciclo de insolvência das famílias brasileiras. Ao limpar o nome por meio do programa, o beneficiário fica impedido de realizar apostas por um período de 12 meses. A trava tecnológica bloqueia transações via Pix ou cartões de crédito destinadas a sites de jogos de azar legalizados no país.
Entenda as regras do bloqueio
O impedimento de apostar é a principal contrapartida exigida pelo Ministério da Fazenda para garantir a saúde financeira dos participantes. Confira os detalhes:
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Restrição no CPF: O documento do devedor é incluído em uma lista de monitoramento que comunica o bloqueio diretamente às operadoras de apostas.
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Prazo de validade: A proibição vigora por um ano, contado a partir da assinatura do acordo de renegociação.
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Foco na prevenção: O objetivo central é combater o vício em jogos, identificado como um dos maiores vilões do orçamento doméstico nos últimos anos.
Novidades na renegociação
Além do cerco às apostas, o Desenrola 2.0 ampliou o leque de débitos que podem ser quitados. O programa agora foca em dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais e pendências com o FIES.
Uma das grandes facilidades desta edição é a autorização para que o trabalhador utilize parte do saldo do seu FGTS para liquidar os valores em aberto, acelerando a saída da lista de inadimplentes.
“A intenção é oferecer o recomeço, mas com proteção. Não adianta o Estado ajudar a quitar a dívida se o recurso for drenado novamente para o jogo de azar”, afirmou uma fonte ligada à equipe econômica.
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