Deolane Bezerra é presa em ação policial que mira lavagem de capitais da facção PCC
A influenciadora digital Deolane Bezerra foi detida pelas autoridades nas primeiras horas desta quinta-feira (21). A prisão integra uma mobilização policial focada em combater a lavagem de dinheiro operada pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos com ordens de prisão expedidas está Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”, apontado como o líder principal do grupo e que já cumpre pena no sistema penitenciário.
Batizada de Operação Vênix, a ofensiva é coordenada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação também tem como foco familiares do chefe da facção, incluindo seu irmão, Alejandro Camacho, e seus sobrinhos, identificados como Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. No total, o Poder Judiciário emitiu seis mandados de prisão preventiva, além de diversas ordens de busca e apreensão.
Dinâmica do esquema e monitoramento internacional
De acordo com os relatórios das investigações, o mecanismo utilizado para ocultar a origem dos recursos ilícitos utilizava uma empresa do setor de transporte de cargas. Devido a uma viagem recente de Deolane à Itália, as autoridades brasileiras chegaram a solicitar a inclusão de seu nome na lista de difusão da Interpol. Contudo, a criadora de conteúdo desembarcou de volta ao Brasil na última quarta-feira (20), antecedendo a execução do mandado.
Histórico de investigações
Esta não é a primeira vez que a influenciadora enfrenta problemas com a Justiça. Em 2024, Deolane foi alvo de outra detenção pela Polícia Civil de Pernambuco. Naquela ocasião, ela foi acusada de desenvolver uma plataforma de apostas online com o propósito de escoar capitais oriundos de jogos ilegais. Aquela operação mirava uma rede criminosa suspeita de movimentar aproximadamente R$ 3 bilhões em transações ilícitas ligadas a jogos de azar.
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