Pesquisa Nexus/BTG aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno
Levantamento também revela liderança de Lula contra outros três potenciais opositores e analisa a motivação de rejeição e convicção que guiam a escolha dos eleitores.
Uma nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo instituto Nexus e o banco BTG aponta um cenário de equilíbrio total em uma simulação de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados no limite da margem de erro.
Embora em empate estatístico, o atual mandatário mantém a liderança numérica da disputa. De acordo com o levantamento, Lula concentra 47% das intenções de voto, enquanto o senador carioca alcança 44%. Estes índices são idênticos aos registrados na sondagem anterior, realizada em 29 de junho, indicando estabilidade na polarização. Os eleitores que optaram por voto branco, nulo ou nenhum dos nomes somam 8%, e 1% dos entrevistados não souberam responder.
Confira abaixo o infográfico detalhado que ilustra os cenários testados e a motivação que define o voto:

Outros cenários de segundo turno
O instituto também simulou o desempenho de Lula contra outros três nomes da oposição. Em todos esses confrontos, o atual presidente vence fora da margem de erro:
| Adversário | Lula (PT) | Oponente | Brancos / Nulos / Nenhum | Não sabem |
| vs. Romeu Zema (Novo) | 47% | 40% | 11% | 2% |
| vs. Ronaldo Caiado (PSD) | 47% | 38% | 13% | 2% |
| vs. Renan Santos (Missão) | 49% | 35% | 14% | 2% |
Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula lidera por sete pontos percentuais (47% a 40%). Diante do ex-chefe do Executivo de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), a vantagem sobe para nove pontos (47% a 38%). A maior diferença foi registrada na simulação contra o líder do movimento Missão, Renan Santos, onde Lula venceria por 49% a 35%.
Rejeição e convicção definem o voto
O estudo investigou o peso da rejeição e da convicção na escolha dos eleitores no principal cenário de polarização. Os dados revelam que o voto pragmático para barrar o adversário tem influência relevante, especialmente no campo da oposição.
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Eleitores de Lula: A maioria (75%) afirma que seu apoio ao presidente se deve à convicção de que ele é o melhor candidato para governar o país. Por outro lado, 19% admitem que a principal razão é impedir a eleição do senador Flávio Bolsonaro. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 6%.
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Eleitores de Flávio: Entre os simpatizantes do parlamentar, 62% justificam o voto por considerá-lo o nome mais preparado para a Presidência, enquanto 32% declaram que o foco principal da escolha é derrotar o petista. O índice de indecisos ou sem resposta também foi de 6%.
Ficha técnica
A pesquisa Nexus/BTG foi realizada entre os dias 10 e 12 de julho, ouvindo 2.003 pessoas a partir dos 16 anos em todo o território nacional, por telefone. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%. O estudo está devidamente protocolado na Justiça Eleitoral sob o registro BR-07981/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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