Marco Rubio culpa “ego” de Lula por novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
Chefe da diplomacia americana afirma que o governo federal agiu sem “boa-fé” nas tratativas comerciais e que as taxas são o preço pelas escolhas de liderança do presidente brasileiro.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabilizou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual gestão federal pela recente imposição de uma barreira tarifária de 25% sobre as exportações do Brasil. Em declaração contundente, Rubio alegou que o Executivo brasileiro evitou negociar de “boa-fé” com Washington e priorizou ambições pessoais em detrimento de acordos bilaterais efetivos.
Através de uma postagem em sua rede social, o chefe da diplomacia norte-americana detalhou a determinação do presidente Donald Trump para que o Escritório do Representante Comercial (USTR) formalizasse as taxas adicionais.
“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, escreveu o secretário.
Rubio também subiu o tom contra as diretrizes econômicas adotadas no Brasil. Segundo ele, as decisões de Brasília prejudicam tanto a população americana quanto a brasileira. O diplomata completou afirmando que o tarifaço é, em última análise, o reflexo do comportamento do mandatário brasileiro:
“No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.
Entenda as origens do tarifaço
As sobretaxas foram oficializadas pelo USTR com amparo legal na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Este instrumento jurídico confere às autoridades comerciais norte-americanas o poder de apurar e aplicar represálias fiscais a nações parceiras cujas legislações ou práticas governamentais prejudiquem o comércio do país.
O embasamento para a retaliação remonta a investigações iniciadas no primeiro semestre. Em junho, o USTR já havia recomendado as punições tarifárias, apontando uma série de desconformidades na atuação econômica brasileira, entre as quais:
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Comércio Digital e Meios de Pagamento: Questionamentos sobre regulamentações e o uso do Pix;
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Acesso e Preferências: Tarifas preferenciais que desfavorecem os americanos e restrições de entrada ao etanol dos EUA;
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Propriedade Intelectual e Ambiente: Falhas na garantia de patentes e índices de desflorestamento ilegal.
Washington também destacou um desequilíbrio na concessão de vantagens bilaterais. Para os analistas do USTR, o Brasil tem concedido tarifas e benefícios alfandegários favoráveis a concorrentes diretos como Índia e México, sem oferecer reciprocidade equivalente aos produtos exportados pelas indústrias americanas.
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