EUA oficializam tarifa de 25% sobre exportações brasileiras; alíquota total pode chegar a 37,5%
Medida aprovada por Donald Trump atinge cerca de um terço das vendas do Brasil ao mercado americano; Fazenda projeta impacto limitado na economia nacional.
A Casa Branca oficializou a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos importados do Brasil. A sanção aduaneira, autorizada pelo presidente Donald Trump, atende a uma recomendação técnica do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
A decisão norte-americana é o desfecho de uma investigação conduzida sob o amparo da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Washington alega que políticas brasileiras voltadas ao mercado digital, à proteção de patentes e à governança ambiental geram barreiras e concorrência desleal contra as corporações estadunidenses.
Tarifa cumulativa e exceções no comércio
O cerco comercial deve ser ainda mais severo para determinados segmentos. Paralelamente à taxa principal, outra apuração de Washington — focada em alegações de trabalho forçado — aplicará um acréscimo de 12,5% sobre setores específicos. Com a cumulatividade das medidas, parte das mercadorias brasileiras enfrentará uma barreira tarifária de até 37,5% ao ingressar no mercado americano.
Apesar da abrangência da medida, o governo dos EUA poupou insumos considerados estratégicos para a sua própria cadeia produtiva. Ficam de fora do imposto de 25% produtos como:
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Aeronaves;
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Suco de laranja;
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Celulose;
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Fertilizantes;
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Insumos industriais essenciais.
Repercussão e estimativas de impacto
De acordo com projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as novas regras tarifárias farão com que 31,6% de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passem a ser tributadas na faixa máxima de 37,5%. Os detalhes operacionais sobre como o recolhimento será realizado ainda serão divulgados pelas autoridades americanas.
No cenário doméstico, embora ministros de Estado tenham contestado publicamente os argumentos apresentados pelos EUA, a equipe econômica busca tranquilizar o mercado. Em avaliação preliminar, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estimou que o impacto financeiro real da barreira sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e a balança comercial do Brasil tende a ser contido.
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