Conflito no Oriente Médio chega ao 9º dia com ofensiva dos EUA e tensão em Ormuz aumenta
A crise militar entre Washington e Teerã se aprofunda e atinge diretamente rotas marítimas estratégicas. Forças armadas dos Estados Unidos mantiveram uma rotina de bombardeios contra o território iraniano pela nona jornada consecutiva nesta segunda-feira (20). O recrudescimento dos combates elevou o estado de alerta no Estreito de Ormuz, canal por onde trafega parcela expressiva da produção mundial de combustíveis, após relatos do governo iraniano sobre petroleiros atingidos e paralisados na região.
De acordo com o Comando Central norte-americano (CENTCOM), uma nova incursão aérea e de mísseis foi desencadeada com o intuito de minar a capacidade de resposta militar do Irã e deter investidas contra navios mercantes. Relatos da agência estatal iraniana Tasnim confirmaram fortes explosões em polo urbanos e portuários estratégicos, como Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reforçou a posição de Washington ao declarar que a livre circulação em Ormuz é uma prioridade inegociável, condicionando o fim das operações ao encerramento dos ataques às embarcações civis, mantendo, contudo, os canais diplomáticos abertos.
Contraofensiva iraniana e tensão em países vizinhos
Em resposta às investidas, a Guarda Revolucionária Islâmica comunicou a execução de disparos com mísseis balísticos contra infraestruturas e forças militares dos EUA posicionadas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além dos complexos de Al-Adiri e Ali Al Salem, no Kuwait, e posições localizadas na Síria.
A instabilidade provocou reações imediatas nos países do Golfo Pérsico:
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Bahrein: Acionou sistemas de sirenes de alarme antiaéreo no início da manhã.
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Kuwait: Confirmou a interceptação de drones em seu espaço aéreo e denunciou um novo bombardeio contra uma usina de dessalinização de água, classificando a ação como investida direta à infraestrutura civil.
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Omã: Monitora relatos da organização britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) sobre uma embarcação comercial em chamas perto de sua costa.
A Guarda Revolucionária alertou que o trânsito pelo Estreito de Ormuz permanecerá suspenso para a navegação de insumos petroquímicos e energéticos enquanto durar a intervenção americana, alegando que dois petroleiros naufragaram ou ficaram inoperantes ao tentar realizar a travessia por direcionamento das forças navais dos EUA.
Impacto econômico e baixas militares
O acirramento da disputa militar — desencadeada após o colapso de um acordo provisório de trégua assinado há um mês — já reflete no mercado financeiro global. O volume de embarcações cruzando o estreito caiu pela metade no final de semana e a cotação do barril de petróleo registrou alta de 2%, ultrapassando a barreira dos US$ 90, pressionando as projeções de inflação global.
No campo das perdas humanas, o Comando Central dos EUA confirmou o falecimento de mais um militar no norte do Iraque decorrente da detonação de munição de drone, além da localização de restos mortais na Jordânia relacionados a combates anteriores.
Com os novos registros, as Forças Armadas norte-americanas contabilizam 17 mortes e mais de 420 feridos desde a deflagração das hostilidades diretas no final de fevereiro. No cômputo geral, o confronto internacional já deixou milhares de vítimas fatais, concentradas sobretudo em solo iraniano e no Líbano.
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