EUA anunciam bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz após fracasso em negociações
O cenário de tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar neste domingo (12). O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou que dará início a um bloqueio naval direcionado a embarcações que utilizam portos iranianos a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13).
A decisão militar surge como resposta direta ao colapso das conversas diplomáticas em Islamabad, no Paquistão. No último sábado (11), as delegações de Washington e Teerã encerraram o diálogo sem consenso, motivando a Casa Branca a adotar medidas de força na região.
Escopo da Operação e Navegação Comercial

De acordo com o comunicado oficial emitido pelas forças norte-americanas, a restrição será aplicada a qualquer navio que tente entrar ou sair de zonas costeiras e terminais portuários sob jurisdição do Irã. No entanto, o CENTCOM ressaltou que a medida não afetará o livre trânsito de embarcações que se destinam a outros países da região.
“As forças do CENTCOM não impedirão a liberdade de navegação para embarcações em trânsito pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”, diz o texto militar.
Para garantir a segurança e a comunicação com a frota comercial, a Marinha dos EUA orientou que os navegantes:
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Monitorem constantemente os avisos formais (Notice to Mariners).
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Mantenham contato com as forças navais via canal 16 (VHF) ao operarem no Golfo de Omã e arredores.
Trump aponta “extorsão” e impasse nuclear
O presidente Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para justificar a ofensiva. Segundo o republicano, o Irã mantém o Estreito de Ormuz sob pressão e se recusa terminantemente a paralisar seu programa nuclear, ponto que teria sido o principal entrave na reunião no Paquistão.
Trump acusou o governo iraniano de praticar uma “extorsão mundial” ao cobrar taxas de proteção para que navios atravessem a rota. “Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido no inferno!”, alertou o presidente, sinalizando que a Marinha também recebeu ordens para destruir minas submarinas na área.
Violação do Direito Internacional
A estratégia de Teerã, segundo análises do Instituto para o Estudo da Guerra, consiste no uso de minas navais para empurrar o tráfego marítimo em direção às suas águas territoriais. Uma vez nessas águas, o país exigiria pagamentos ilegais para garantir a integridade das cargas.
Especialistas jurídicos apontam que tal prática fere a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que proíbe Estados costeiros de restringir a passagem inocente ou aplicar taxas em estreitos internacionais. Com o bloqueio iminente, os EUA pretendem agora interceptar navios que colaborem com o sistema de pedágios iraniano e restabelecer o controle da rota sob seus termos.
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