
Jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir aos EUA foi quitado por intermediário financeiro norte-americano
Proprietário de empresa de táxi aéreo revelou ter recebido US$ 150 mil via transferência bancária nos EUA; Casa Branca não se pronunciou sobre articulação de assessor.
A viagem aérea que conduziu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos foi acertada e liquidada financeiramente por intermédio de uma conta bancária situada em território norte-americano. As informações foram detalhadas pelo proprietário da companhia responsável pelo fretamento executivo até Miami, que confirmou o recebimento de US$ 150 mil pela operação.
Em declarações prestadas à agência AFP direto da Flórida, o empresário do setor de aviação informou que a contratação partiu de um corretor (broker) com quem mantém relações profissionais há cerca de uma década. O nome da pessoa física ou jurídica que financiou diretamente o repasse não foi divulgado pelo operador.
Paralelamente, reportagem do jornal The New York Times apontou que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, teria sido a peça-chave na viabilização da aeronave particular utilizada pelo parlamentar brasileiro. O governo norte-americano manteve reserva sobre o caso e não emitiu pronunciamentos oficiais a respeito do envolvimento de seu assessor. Representantes locais indicaram ainda que o senador terá a possibilidade de pleitear o visto de residência permanente (green card).
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ocorreu após determinações judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF), que incluíam a retenção de seus passaportes no escopo de investigações da Polícia Federal. Após deixar o país por terra em direção à Argentina, o parlamentar embarcou no aeroporto de Puerto Iguazú em um Gulfstream G400, fazendo escala em Guayaquil antes de pousar na Flórida. Ao se manifestar publicamente, o senador rejeitou o termo “fuga”, sustentando que sua saída visa estruturar uma oposição fora do país e questionando o desfecho eleitoral.

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