Kaká dá forte declaração sobre o futebol brasileiro “a gente está ficando para trás”
Ídolo da Seleção Brasileira, campeão mundial em 2002 e último jogador do país a erguer o troféu da Bola de Ouro, o ex-meia Kaká expressou forte preocupação com os rumos do futebol nacional. A manifestação ocorre após a eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega, ainda nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Durante participação em um evento no último sábado (18), o ex-atleta enfatizou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisa estruturar um plano de reestruturação de longo prazo, tomando como referência projetos de sucesso internacional, como a trajetória recente do Marrocos.
Necessidade de planejamento a longo prazo
Para o ex-camisa 10, o revés na competição global expôs o distanciamento do Brasil em relação a outras potências esportivas. Ele ressaltou que o ciclo de quatro anos até o próximo Mundial deve ser aproveitado para rever a gestão do esporte no país.
“Estamos vivendo exatamente esse momento de reflexão. A gente tem quatro anos até a próxima Copa e acho que temos que pensar muito numa reformulação de um projeto para o futebol brasileiro, o que a gente pode fazer para melhorar o futebol brasileiro. Esses momentos de Copa estão dando esses sinais de que a gente está ficando para trás”, pontuou Kaká.
Foco na formação de atletas e DNA nacional
Ao citar o modelo adotado pela federação marroquina, Kaká destacou a importância da continuidade e do alinhamento entre as divisões de base e a equipe principal, mencionando a integração entre técnicos e o aproveitamento de atletas formados nas categorias inferiores.
O ex-jogador defendeu que a CBF exerça um papel de liderança ao lado dos clubes para resgatar a identidade e a essência do futebol brasileiro:
“A CBF tomando conta disso, para envolver os clubes e falar: ‘Nós vamos pensar em um projeto a longo prazo, aquilo que nós vamos fazer, como nós vamos tocar esse processo, como vamos envolver as categorias de base, como a gente vai fazer toda essa formação de atletas’. Tentar trazer esse DNA do futebol brasileiro de volta, acho que esse é o processo”, concluiu.
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