Lula repete fala sobre Flávio: “Antigamente, traidor era enforcado”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, na última segunda-feira (20), que historicamente cidadãos considerados “traidores da pátria” eram punidos com enforcamento. O pronunciamento ocorreu durante a convenção nacional do Partido Democratico Trabalhista (PDT), na capital federal.
No encontro partidário, o chefe do Executivo projetou sua vitória na disputa presencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, afirmando que o resultado positivo virá mesmo diante de um hipotético respaldo do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao seu oponente.
“Nós não temos o direito de perder essas eleições. Neste país, antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave. E temos hoje mais de um traidor que vai aos EUA pedir punição ao Brasil”, declarou o petista.
Lula também reforçou que o pleito brasileiro estará aberto à observação internacional, lançando um desafio direto ao representante diplomático dos Estados Unidos:
“Estou convidando quem quiser vir acompanhar as eleições no Brasil, pode acompanhar. Se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, quiser acompanhar e apoiar o nosso adversário, que venha, que monte um comitê, porque vamos derrotá-los”, acrescentou.
Recorrência de declaração e desdobramentos judiciais
Esta marca a segunda ocasião em que o mandatário recorre à analogia sobre a execução de traidores. Em junho, ao direcionar críticas aos integrantes da família Bolsonaro, o presidente já havia associado a conduta da oposição à delação histórica ocorrida na Inconfidência Mineira, afirmando que o clã agia como traidor e recordando que Joaquim Silvério dos Reis, delator de Tiradentes, foi enforcado por atos de menor gravidade.
Diante da primeira manifestação sobre o tema, o senador Flávio Bolsonaro ingressou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando o teor das declarações do presidente.
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