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“O rei está nu”: União Brasil e PP desembarcam do governo

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setembro 3, 2025
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União Brasil e PP romperam formalmente com o governo do presidente Lula, decidindo encerrar sua aliança política. A decisão, tomada em uma reunião entre os presidentes de ambos os partidos, Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP), implica a saída de seus representantes dos ministérios do Turismo e do Esporte.

Até o momento, os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) não indicaram que deixarão seus cargos, mesmo com o rompimento oficial de suas legendas com o governo. O Palácio do Planalto ainda está analisando como lidar com a situação, já que os ministros não representam mais os partidos que os indicaram.

Há rumores de que o União Brasil e o PP podem pressionar os ministros a saírem, ameaçando até mesmo expulsá-los, mas alguns líderes partidários estão tentando evitar uma crise interna mais grave. O temor é que, ao forçar a saída dos ministros, a ala mais governista de ambos os partidos possa migrar para outras legendas do Centrão, enfraquecendo a nova federação que está sendo formada.

Apesar da ruptura oficial, ambos os partidos manterão influência em cargos estratégicos do governo. Por exemplo, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deve continuar controlando a Caixa Econômica Federal. Essa situação particular é vista como um acordo pessoal entre Lira e o Partido dos Trabalhadores (PT) e não deve ser afetada pelo rompimento político. Da mesma forma, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) manterá o controle sobre os ministérios das Comunicações (MCom) e do Desenvolvimento e Integração Regional (MDIR).

Por isso, o rompimento está sendo chamado, de forma irônica, de “término de Schrödinger”, pois os partidos estão, ao mesmo tempo, na oposição e na base de apoio do governo.

A decisão de romper com o governo acontece em meio ao acordo de União Brasil e PP para formar uma federação chamada União Progressista para as eleições de 2026. A nova federação, que será a maior força política no Congresso, espera indicar o vice na chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para a disputa presidencial, com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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