PF e CGU combatem desvios em benefícios do INSS e buscam bens ocultados em quatro estados
Uma ação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) foi deflagrada nesta quarta-feira (27) para desmantelar um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova fase da investigação visa sufocar financeiramente o grupo, focando na identificação de patrimônio escondido pelos suspeitos.
Ao todo, os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares judiciais. As frentes de trabalho concentram-se no Distrito Federal e em três estados: São Paulo, Pernambuco e Paraíba. O caso veio à tona após denúncias publicadas pelo portal Metrópoles.
Conexão com o crime organizado e alvos da operação
As ordens para a ofensiva foram assinadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a apuração, o objetivo principal deste desdobramento é detalhar os vínculos entre os investigados e facções criminosas que lucravam com as fraudes contra os segurados da Previdência Social.
Entre as pessoas físicas que estão na mira da PF e da CGU, destacam-se:
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Rogério Soares de Souza: apontado como intermediário de uma das associações e suposto aliado de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”;
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Investigados centrais: Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros e o advogado Daniel Gerber;
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Demais alvos: Alexandre Caetano, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Everaldo Felício de Macedo Junior.
Entidades e ex-servidores sob suspeita
Além dos indivíduos, a estrutura utilizada para operacionalizar os descontos indevidos envolve associações civis e antigos funcionários do próprio INSS. As cobranças eram realizadas diretamente na folha de pagamento dos segurados, sem qualquer tipo de autorização prévia.
Associações investigadas: Unibap (DF), Abenprev-SP, Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Aasap e Aandapp.
Blindagem patrimonial e próximos passos
O foco desta etapa é frear a dilapidação e a ocultação de bens. Os investigadores apontam que o grupo utilizava táticas de lavagem de dinheiro para dispersar a fortuna acumulada com o golpe, blindando o patrimônio contra possíveis bloqueios da Justiça.
Durante as buscas realizadas nesta quarta-feira, as equipes apreenderam farto material, incluindo documentos digitais e físicos, além de aparelhos eletrônicos. Todo o montante recolhido passará por perícia técnica com o objetivo de rastrear a rota do dinheiro e mapear outros possíveis integrantes da rede criminosa.
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