Polícia de SP investiga influenciador por usar “Deepfake” para sexualizar jovens evangélicas
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a conduta de um influenciador digital suspeito de utilizar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para criar montagens degradantes. Jefferson de Souza, de 37 anos, é acusado de manipular fotos de jovens e adolescentes da denominação Congregação Cristã do Brasil, inserindo-as em contextos de teor sexual dentro de templos religiosos.
O caso veio à tona após o g1 São Paulo divulgar detalhes da investigação, que aponta o uso da técnica de deepfake — tecnologia capaz de alterar rostos e corpos em vídeos com alto grau de realismo — para simular cenas sensuais envolvendo as vítimas.
O Início das Investigações
As autoridades agiram após a denúncia formal de uma estudante de 16 anos. Segundo o relato da adolescente, uma fotografia sua, registrada originalmente em frente a uma unidade da igreja, foi capturada e editada sem autorização. O material resultante transformou a imagem comum em um vídeo com forte conotação sexual.
A delegacia responsável pelo caso destacou que:
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Existem indícios de que o número de vítimas seja maior do que o inicialmente reportado.
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O investigado pode ser enquadrado em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Jefferson também poderá responder pelo crime de difamação.
Defesa e Próximos Passos
Em depoimento oficial à polícia, Jefferson de Souza refutou as acusações de dolo. O influenciador alegou que sua produção de conteúdo tem viés exclusivamente humorístico e que, em nenhum momento, agiu com a intenção de ofender ou prejudicar a imagem das jovens envolvidas.
“A polícia segue com as diligências para identificar outras mulheres que possam ter sido expostas pelo investigado e analisar a extensão do material produzido com IA.”
Até o momento, os dispositivos eletrônicos do suspeito permanecem sob análise pericial para verificar o alcance das manipulações digitais.
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