
Polícia Federal prende dois empresários em Salvador durante operação contra fraude e lavagem de dinheiro
Uma ação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (25) resultou na prisão de dois empresários na capital baiana. A ofensiva integra a Operação Snooker 2, que visa desarticular um esquema criminoso focado em corrupção, ocultação de bens e fraudes em processos de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
Empresários detidos e alvos na capital baiana
Apurações iniciais indicam que os alvos detidos em Salvador foram identificados como Hugo Mendonça Andrade Santos e Rodolfo Sérgio Martins Maia Filho. As equipes federais cumpriram as ordens judiciais em endereços de alto padrão, incluindo o condomínio de luxo Porto Trapiche, localizado na Baía de Todos-os-Santos, e no bairro do Horto Florestal.
A atuação policial na região teve antecedentes no mês anterior: em 23 de julho, os agentes já haviam efetuado a apreensão de uma lancha de alto luxo nas proximidades de uma marina em Salvador. A embarcação estaria ligada a Rodolfo, investigado que já figurava como alvo em etapas anteriores do processo.
Abrangência das medidas judiciais
Além dos mandados em solo baiano, a Justiça Federal autorizou uma série de ações cautelares no Ceará, contemplando Fortaleza, Caucaia e Eusébio:
Prisões preventivas: 3 mandados expedidos.
Busca e apreensão: 15 ordens executadas.
Bloqueios patrimoniais: Indisponibilidade de valores em contas bancárias, sequestro de bens imóveis, restrição de veículos e quebra de sigilos bancários.
Origem das investigações
De acordo com a Polícia Federal, esta nova etapa desdobra-se de evidências colhidas na primeira fase da Operação Snooker, ocorrida em setembro de 2025. O avanço do inquérito revelou a urgência de interromper a continuidade dos delitos, resguardar a coleta de provas e mapear a extensão da rede de envolvidos.
O foco atual recai sobre operadores do setor de importação do terminal aéreo cearense e sobre os mecanismos financeiros aplicados na dissimulação de capitais ilícitos. Os suspeitos podem ser enquadrados por lavagem de dinheiro, corrupção, fraudes operacionais e integração de organização criminosa.

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