STF restringe acesso de imprensa após repercussão de fotografia de ministros
LIBERDADE DE IMPRENSA — Segurança do tribunal impede aproximação de fotógrafos das vidraças do Salão Branco e exige afastamento de câmeras.
BRASÍLIA — Agentes de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) impuseram restrições ao trabalho de fotógrafos e cinegrafistas nas dependências da Corte. A medida foi adotada após a divulgação de um registro fotográfico que capturou ministros rindo nos bastidores do tribunal, em meio a desdobramentos de investigações relacionadas ao Banco Master.
A aproximação dos profissionais de imprensa das vidraças do Salão Branco foi bloqueada pelos agentes. A equipe de segurança passou a exigir o afastamento imediato dos equipamentos e a proibir registros visuais dos bastidores através de frestas das cortinas.
Origem do bloqueio e contexto institucional
O episódio que motivou a restrição ocorreu durante o término de uma sessão plenária, quando o fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, registrou os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin descontraídos na saída do plenário, enquanto o presidente do STF, ministro Edson Fachin, aparecia de costas na mesma cena.
A repercussão da imagem deu-se em um momento de atrito no Judiciário, motivado por relatórios da Polícia Federal que citam mensagens do empresário Daniel Vorcaro com menções ao ministro Moraes. O cenário desencadeou desentendimentos internos na Suprema Corte, levando a Presidência do tribunal a fixar prazo para manifestação das partes envolvidas e dos órgãos de investigação.
Procurada para prestar esclarecimentos sobre as novas determinações de acesso impostas à imprensa no edifício-sede, a administração do STF não se pronunciou sobre o caso.

Sem comentários! Seja o primeiro.