Suspeito de negociar macacos-prego por até R$ 20 mil é preso em flagrante em Salvador
Investigado usava documentação fraudulenta para tentar legalizar a venda das espécies; Ibama aplicou sanção financeira superior a R$ 200 mil.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na última quinta-feira (6), um homem acusado de fazer parte de uma rede clandestina de comércio de macacos-prego na capital baiana. De acordo com os investigadores, o indivíduo falsificava papéis e registros para tentar simular legalidade na transação das espécies, que alcançavam valores de até R$ 20 mil por unidade.
A apuração sobre o caso teve início a partir de uma verificação de estelionato ligado a uma falsa comunicação de roubo de um veículo de duas rodas. O desdobramento das diligências policiais revelou a participação do investigado no tráfico de fauna silvestre.
A captura foi efetuada pelas forças da Polícia Civil em ação conjunta com a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), da Polícia Militar. Durante as buscas, os agentes resgataram dois exemplares do animal que eram mantidos em cativeiro residencial.
Na residência, a fiscalização atestou a falsidade dos papéis apresentados pelo homem, que recebeu voz de prisão e foi encaminhado à unidade policial para a lavratura do flagrante.
O levantamento do órgão policial aponta que ao menos três espécimes foram vendidos anteriormente pelo indivíduo, cada um pelo preço aproximado de R$ 20 mil. As autoridades trabalham agora para mapear e desarticular uma estrutura criminosa mais ampla, composta por fornecedores, operadores de transporte, agenciadores e clientes da cadeia do tráfico.
Em paralelo ao processo criminal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuou o homem, aplicando-lhe sanções administrativas por crimes contra o meio ambiente que ultrapassam a marca de R$ 200 mil.
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