
Governo dos EUA avalia novas sanções contra Alexandre de Moraes, revela jornal britânico
Adoção de punições da Lei Global Magnitsky voltou à pauta da Casa Branca após decisões do ministro envolvendo investigações contra jornalista e ex-secretário de Estado no Maranhão.
O governo dos Estados Unidos retomou as tratativas internas para avaliar a imposição de uma nova rodada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram publicadas neste domingo (16) pelo periódico britânico Financial Times, que citou interlocutores com acesso às deliberações em Washington.
De acordo com o relato do jornal, membros da administração norte-americana estudam reativar restrições com base na Lei Global Magnitsky. O estopim para a reabertura do debate teria sido a expedição de mandados de busca e apreensão determinados por Moraes contra o jornalista maranhense Luis Pablo Conceição Almeida e o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim.
Origem do impasse e apurações no Maranhão
As ações judiciais sobre as quais recaem as atenções de Washington foram ordenadas após a publicação de matérias assinadas por Luis Pablo, nas quais se relatava o suposto uso irregular de automóveis da frota oficial pelo também ministro do STF Flávio Dino e por seus familiares na capital maranhense.
Na condição de relator do expediente na Suprema Corte, Alexandre de Moraes sustenta que os dados divulgados no trabalho jornalístico foram acessados e expostos em desacordo com as normas legais, alegação veementemente contestada pelo profissional de imprensa.
Histórico de sanções
Não se trata do primeiro movimento de Washington em relação ao magistrado brasileiro. Em julho de 2025, a diplomacia norte-americana já havia aplicado penalidades financeiras a Moraes sob a mesma legislação Magnitsky. Naquele momento, as restrições foram justificadas pela atuação do ministro na condução dos processos judiciais que culminaram no julgamento, condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após o pleito presidencial de 2022.

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