FFF oficializa Zinédine Zidane no comando da França até a Copa de 2030
Ídolo do futebol francês substitui Didier Deschamps e encerra hiato de cinco anos fora do banco de reservas para liderar os Bleus no novo ciclo internacional.
A Federação Francesa de Futebol (FFF) confirmou nesta terça-feira a contratação de Zinédine Zidane como o novo treinador da seleção principal. Campeão mundial como jogador e dono de três títulos da Liga dos Campeões no comando do Real Madrid, o técnico de 54 anos assume o posto vago após a saída de Didier Deschamps, que encerrou sua trajetória ao término da Copa do Mundo de 2026.
Zidane firmou contrato válido até 2030 e foi formalmente apresentado pelo presidente da entidade, Philippe Diallo. Sem dirigir uma equipe desde maio de 2021, quando encerrou sua segunda passagem pelo clube espanhol, o comandante era apontado há anos como o principal nome para assumir a seleção de seu país.
Durante a coletiva de imprensa, Diallo celebrou a chegada do novo treinador:
“Estamos vivendo uma manhã histórica. Fazia quase 14 anos que a Federação não presenciava uma mudança dessa magnitude. É um momento extremamente especial também pela figura que está ao meu lado”, declarou o dirigente.
Estreia e primeiros desafios no calendário
O primeiro compromisso de Zidane no comando da equipe ocorre em setembro, em confrontos válidos pela fase de grupos da Liga das Nações. O duelo de estreia será fora de casa contra a Turquia, no dia 25. Três dias depois, no dia 28, os franceses encaram a Bélgica, também como visitantes.
O reencontro com a torcida francesa está marcado para 2 de outubro, em partida contra a Itália. Em seguida, no dia 5 do mesmo mês, a equipe volta a enfrentar os belgas.
O legado da era Deschamps
A transição marca o encerramento de um dos períodos mais vitoriosos da seleção francesa. À frente do time por 14 anos, Deschamps conquistou a Copa do Mundo de 2018 e a Liga das Nações de 2021. Sua despedida ocorreu no Mundial de 2026, selada pela derrota por 6 a 4 diante da Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.
Em suas palavras finais no cargo, o ex-treinador externou gratidão pelo período vivido:
“Sei que vou sentir saudades da seleção. Representar a França foi o melhor que me aconteceu e isso deixa lembranças inesquecíveis”, afirmou Deschamps.
Além dos títulos, a gestão de Deschamps levou a França às finais da Eurocopa de 2016 — vencida por Portugal na prorrogação — e da Copa do Mundo de 2022, na qual os franceses ficaram com o vice-campeonato após revés nos pênaltis para a Argentina, após empate por 3 a 3.
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