
Polícia prende homem suspeito de matar companheira a facadas na frente da filha no DF
CRIME NO ITAPOÃ — Agressor atacou a vítima em via pública enquanto ela retornava do supermercado; criança de 4 anos presenciou o homicídio.
BRASÍLIA — Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prenderam nesta terça-feira (8) Anderson Gonçalves, de 44 anos, investigado pelo feminicídio de sua companheira, Flávia Gomes da Silva. O ataque ocorreu no início da noite de segunda-feira (7), na região administrativa do Itapoã, quando a vítima voltava de um estabelecimento comercial caminhando na rua acompanhada da filha do casal, de 4 anos.
O suspeito foi detido em flagrante nas imediações da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), unidade responsável pela condução do caso. A prisão ocorreu no momento em que a defesa de Anderson tentava apresentá-lo formalmente à unidade policial, antecedida por buscas das equipes que já monitoravam os deslocamentos do investigado rumo a Planaltina.
Dinâmica da agressão e confissão
Em depoimento prestado à corporação, Anderson admitiu ter tido um desentendimento com a vítima. Ele alegou que, no decorrer do atrito, pegou uma faca de pesca mantida dentro do próprio automóvel e desferiu os golpes contra a mulher.
Segundo informações registradas nas investigações preliminares, o agressor teria ordenado que a filha do casal saísse correndo do local no instante do ataque. Após desferir as facadas e fugir da cena do crime, Anderson ainda esteve na residência em que a mulher morava.
Histórico de conflitos e violência
Parentes da frentista relataram que o casal mantinha uma convivência conturbada desde 2017. Uma irmã da vítima informou à polícia ter presenciado agressões físicas cometidas pelo homem em ocasiões anteriores, além do envio de mensagens de texto com teor violento direcionadas à mulher.
Apesar do histórico de episódios de violência e do consumo abusivo de bebidas alcoólicas por parte de Anderson, a vítima nunca havia registrado ocorrências policiais nem solicitado medidas protetivas de urgência. O caso segue sob apuração e investigação da 6ª DP.

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