O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, lançou nesta terça-feira (2) o sétimo capítulo da sua série digital “Os Intocáveis”. A produção, conhecida por fazer críticas ácidas aos membros do Supremo Tribunal Federal (STF), foca desta vez no Fórum Jurídico de Lisboa, evento anual sediado em Portugal, encabeçado pelo ministro Gilmar Mendes e frequentemente alvo de polêmicas.
Apelidado nas redes sociais como “Gilmarpalooza”, o encontro é classificado no vídeo como uma das conferências da área jurídica mais dispendiosas do planeta. Para ilustrar a crítica, a campanha utilizou avatares gerados por inteligência artificial que simulam uma chamada telefônica entre as caricaturas de Mendes e do também ministro Alexandre de Moraes.
Na conversa fictícia, o personagem de Moraes aponta uma contradição do evento: a presença de financiadores que são, simultaneamente, alvos de inquéritos na própria Suprema Corte. Em tom de deboche, o boneco de Gilmar rebate a provocação justificando que o ato de perdoar seria um princípio garantido pela Constituição.
O roteiro também explora o recente colapso do Banco Master, uma das instituições que apoiavam a conferência, mas que acabou liquidada sob acusações de fraudes financeiras na casa dos bilhões. Ao ser questionado pelo colega sobre o impacto da perda desse patrocinador, a figura de Mendes lamenta o desfalque financeiro.
A representação do decano detalha que o banco chegou a injetar R$ 8,3 milhões apenas em 2024 para bancar o que chamou de “agenda paralela”, custeando luxos como jatinhos particulares, banquetes e degustações de bebidas de alto padrão.
A sátira atinge o ápice quando o personagem projeta as “dificuldades” futuras com a queda de arrecadação: cortes severos que limitarão o consumo de lagostas a um máximo de cinco unidades por convidado. Classificando a situação como um “desastre hermenêutico”, o avatar de Gilmar finaliza dramatizando o suposto sofrimento enfrentado pelos magistrados após meio século de dedicação ao país.
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