Carlos Bolsonaro oficializa candidatura ao Senado por Santa Catarina e declara patrimônio de R$ 2,7 milhões
Após transferir domicílio eleitoral para o estado do Sul, ex-vereador do Rio apresenta evolução patrimonial de 357% em uma década, com foco em aplicações financeiras e sem imóveis declarados
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) deu início formal à sua campanha ao Senado Federal por Santa Catarina ao registrar sua candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou à Justiça Eleitoral possuir bens que totalizam R$ 2.784.065,08, em uma cartada política que aproveita a representatividade eleitoral do pai no estado catarinense.
A maior parte dos ativos do candidato está concentrada no mercado financeiro. Cerca de 70% do montante informado ao tribunal — equivalente a R$ 1,95 milhão (R$ 1.953.289,05) — encontra-se alocado sob a rubrica de “Outras aplicações e Investimentos”. Já os depósitos mantidos em conta corrente somam R$ 463.887,03.
Veículos e participações societárias
Na categoria de bens móveis, Carlos informou quatro veículos com valor somado de R$ 246.640,00:
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Nissan Kicks: R$ 144.000,00
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Hyundai HB20X: R$ 61.050,00
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Motocicleta Yamaha MT-03: R$ 30.590,00
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Scooter Dafra City: R$ 11.000,00
O registro inclui também cotas em duas companhias. A fatia na WF Advisory Ltda foi avaliada em R$ 120.000,00, enquanto a participação na Bolsonaro Digital Ltda é apontada em R$ 249,00 — patamar mantido inalterado nas declarações do político desde a eleição de 2020. Esta última firma tem no quadro societário o próprio Jair Bolsonaro, os irmãos Flávio e Eduardo, e a mãe, Rogéria Nantes. De acordo com o cadastro da Receita Federal, a empresa encontra-se na condição de “inapta” devido à omissão na entrega de declarações.
Mudanças no perfil dos bens e ausência de imóveis
O inventário patrimonial atual consolida uma alteração no perfil de investimentos do ex-vereador. Em 2016 e 2020, Carlos possuía três imóveis residenciais no Rio de Janeiro (localizados nos bairros de Copacabana, Tijuca e Centro), que somavam cerca de R$ 470 mil. A partir do pleito de 2024, esses bens deixaram de figurar no patrimônio declarado, situação que se repete em 2026.
Outros ativos discriminados há dois anos também foram descontinuados da lista formal, como papéis de multinacionais norte-americanas (entre elas McDonald’s, 3M e Coca-Cola), investimentos em Bitcoin e recursos armazenados em contas bancárias nos Estados Unidos.
Crescimento patrimonial em 10 anos
Em um intervalo de dez anos, as finanças declaradas por Carlos Bolsonaro registraram uma expansão nominal de 357% — passando de R$ 608.805,33 em 2016 para o montante atual próximo a R$ 2,78 milhões.
O pico de crescimento ocorreu no período de 2020 a 2024. Nesse intervalo, o patrimônio mais que triplicou (subindo de R$ 591.659,46 para R$ 1.982.689,43), em movimento alavancado pela entrada de aportes em renda fixa e investimentos no mercado externo.
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