Salvador avança com projeto do Teleférico do Subúrbio e prepara licitação para o 2º semestre
SALVADOR — A capital baiana se prepara para receber um novo meio de transporte massivo. O projeto do Teleférico do Subúrbio avançou para a etapa licitatória, e a expectativa do município é lançar o edital de concorrência ainda na segunda metade de 2026. Se os prazos estipulados forem cumpridos, o início das obras deve ocorrer nos meses subsequentes.
Com uma extensão total de 4,3 quilômetros, o sistema aéreo vai interligar a localidade de Praia Grande até o trecho da BR-324, cruzando as comunidades de Mané Dendê e Pirajá. O ponto final do percurso será no bairro de Campinas de Pirajá, viabilizando a conexão direta com a malha metroviária.
Redução drástica no tempo de viagem
A implementação do sistema promete otimizar de forma expressiva a rotina diária dos moradores da região:
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Tempo de deslocamento atual: de 40 a 50 minutos em rotas convencionais.
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Tempo estimado com o teleférico: entre 12 e 16 minutos.
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Capacidade operacional: até 3.200 usuários por hora em cada direção.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Souza, a solução de mobilidade aéreoterragênica foi desenhada especificamente para vencer a topografia acidentada do Subúrbio.
“Com isso, a gente liga dois corredores importantes do transporte da cidade, que são a Avenida Suburbana e a BR-324, a dois modais de alta capacidade”, ressaltou o secretário.
Fase atual e contratações em vista
Neste momento, a gestão municipal finaliza os detalhes técnicos do projeto eletromecânico, elaborado por uma consultoria especializada. A futura concorrência pública será destinada justamente à execução dessa estrutura de engenharia. Paralelamente, será aberta seleção para contratar a empresa supervisora, que atuará na fiscalização, acompanhamento técnico e gestão do canteiro de obras.
Impacto urbanístico e inspiração colombiana
A intervenção não se limitará à instalação de torres e estações. O plano prevê uma readequação urbanística completa no entorno dos pontos de embarque, englobando:
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Obras de acessibilidade e melhorias no fluxo de pedestres;
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Instalação de equipamentos públicos e áreas comunitárias de lazer;
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Estímulo à economia local e ao pequeno comércio.
A estratégia soteropolitana buscou inspiração nos modelos de intervenção social e de transporte aplicados em cidades da Colômbia, como Medellín e Bogotá. Conforme explicou Souza, o fluxo contínuo de passageiros deve atuar como catalisador econômico para os bairros impactados, aliando a fluidez do trânsito à geração de renda comunitária.
Integração tarifária e histórico do projeto
O novo equipamento fará parte da rede integrada de transporte da capital. A meta é permitir o acesso via integração com as linhas de ônibus urbanos utilizando o mesmo bilhete eletrônico já adotado no município.
Os estudos preliminares de concepção e viabilidade técnica foram iniciados no último ano sob a condução da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). Ao longo do processo, foram concluídos os mapeamentos topográficos, testes de sondagem do solo, diagnósticos de vizinhança e relatórios de impacto socioambiental.
O fluxo de trabalho e operação será dividido entre duas pastas da administração municipal: a Semob assume a gestão e a operação operacional do modal, enquanto a Superintendência de Obras Públicas (Sucop) coordenará a execução física das obras.
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